Ao ler este título, você pode estar se perguntando: quem é ela para falar sobre mudança de nível? 

Bom, eu sou uma simples empreendedora digital que já passou por isso e que caiu nas armadilhas que impedem de dar o próximo passo, de alcançar um nível mais alto. E sabe o que é mais doido? As pessoas de sucesso que eu admiro e acompanho também já passaram por isso. E elas não têm a menor vergonha de falar sobre essa transição nem sempre fácil, assim como eu.

Antes de mais nada eu quero que você reflita e se pergunte: 

Já reparou que antes de cada vitória, acontece alguma situação tensa e confusa na sua vida? Pode ser estresse por excesso de trabalho, pressão para tomadas de decisões importantes e até esgotamento físico e mental. Você está num ritmo frenético de ações voltadas para a mudança e, de repente, pá! Sente que travou em algum ponto… 

É como se você estivesse diante de uma montanha muito grande e ficasse insegura bem na hora de começar a escalar. A partir daí surgem dúvida e questionamentos sobre todas as áreas da sua vida e seu cérebro passa a resistir ir além, criando problemas onde antes não existia. Nesse contexto, você simplesmente perde o foco e não sai do lugar. 

Isso é normal. A maioria das pessoas sente essa resistência, inclusive no próprio corpo. É o medo de atravessar a ponte para uma outra fase da vida. De subir alguns degraus e alcançar um outro nível. De sair da zona de conforto e encarar algo diferente. Sim, porque o diferente assusta e mesmo que essa nova fase seja supostamente melhor, mais abundante e mais plena, ela gera receios e inseguranças.  

Para vencer essa batalha contra si mesma e finalmente superar esse bloqueio são necessárias duas coisas:

1. Tenha consciência da Fase da Guerra

Um dos meus vídeos preferidos do Erico Rocha é um que ele diz: ‘Vai Ficar Pior Antes de Ficar Melhor’. E, apesar de contraditória, essa frase é absurdamente verdadeira. A gente não mensura o peso das nossas decisões e os altos preços que pagamos para as coisas darem certo. Estamos tão envolvidas com nossos objetivos e quando estamos prestes a alcançá-los, nossa mente e corpo dão tilt.

Entenda – e isso é muito importante – que você está vivendo uma fase de guerra, que pode ser interna ou externa (ou as duas coisas ao mesmo tempo). É preciso ficar alerta aos desafios, se manter firme e não perder de vista suas metas. É difícil? Muito. Mas é uma fase necessária para que você siga em frente e alcance o próximo nível. 

2. Identifique Seus Auto-Sabotadores

Ao ficar mais alerta você começa a identificar quais comportamentos te sabotam e te impedem de finalmente ir além. Repare nas suas atitudes e perceba o que elas estão querendo te dizer. 

Por exemplo: se você adora o papel de vítima, de coitadinha, nunca vai conseguir ser uma pessoa vitoriosa porque tem medo de perder alguma coisa (sair da zona de conforto) ao ‘mudar de posição’ e se tornar a única responsável pelas suas atitudes. 

Infelizmente não fomos criadas para ter sucesso e nos superar de forma plena. Fomos ensinadas a achar que não somos o bastante e não merecemos a abundância. Fomos treinadas a ser auto-suficientes e guardar conosco nossos maiores desejos. Não arriscamos e não agradecemos o suficiente. Não nos conectamos verdadeiramente com a plenitudo da vida. 

Parece insano, e é mesmo, mas é assim que fazemos, que funcionamos. E na maioria das vezes nem percebemos. 

Então agora pare e olhe bem dentro de si para identificar seus auto-sabotadores. Anote cada um deles e faça uma lista com o nome ‘Lista do Nunca Mais’. Reflita sobre cada um com carinho. Em algum momento da sua vida aquele sabotador te ajudou a manter uma situação confortável, te deu algum benefício, te protegeu de alguma coisa. Mas agora é hora de se despedir desse comportamento, de deixá-lo para trás e seguir em direção ao novo, ao diferente. 

E agora, qual é o próximo passo?

Depois de ter consciência da fase que está vivendo e de identificar e desapegar dos seus auto-sabotadores, é hora de… PERSISTIR! 

Isso mesmo, continuar seguindo na mesma direção, rumo aos seus objetivos. Não importa a velocidade, mas sim a constância na rota. 

Não se compare com as outras pessoas. Não acredite que você, seu trabalho e seu esforço são menos importantes do que o de outras empreendedoras. Não é! A comparação é só o medo que temos de enfrentar a vida. Vai lá, enfrenta! Persista! Você é capaz!